Calendário de Defesas

MESTRADO

Vanêssa Alves Pinheiro

Título: 
“COOTRAM – Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos do Complexo de Manguinhos – Fiocruz no desenvolvimento social e econômico de Manguinhos (1994-2005)”

Resumo: 
Esta pesquisa buscou analisar a trajetória histórica da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos do Complexo de Manguinhos (COOTRAM), criada em 22 de novembro de 1994, no Rio de Janeiro, pelo Projeto Articulado de Melhoria de Qualidade de Vida – Universidade Aberta da Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, como uma empresa autônoma. Oriunda da articulação proveniente de instituições públicas, de associações de moradores e do Comitê de Entidades Públicas no Combate à Fome e pela Vida (COEP), com apoio de parte da sociedade civil, a cooperativa configurava-se como uma estratégia de atuação da Fiocruz na região de seu entorno. A atuação da COOTRAM foi viabilizada através de um convênio com a Fiocruz, celebrado em 1995, que previa um acordo de cooperação técnica de produção, de serviços e treinamento pessoal. As principais atividades apontadas no convênio consistiam em trabalhos de limpeza, jardinagem e manutenção predial desenvolvidos, tanto na comunidade, como na Fiocruz. Porém, com a expansão da COOTRAM, outras atividades foram incorporadas, como as fábricas de costura e de blocos de concreto, serviços de higienização de bibliotecas, etc... Este estudo procurou compreender os motivos que impulsionaram a fundação diversificar sua perspectiva de atuação e constituir uma ‘cooperativa popular’, assumindo como justificativa a melhoria da qualidade de vida dos moradores de algumas Comunidades de Manguinhos. No cerne da questão, encontra-se a expectativa de ampliação do diálogo da Fiocruz com estas comunidades. Entre as fontes consultadas estão, majoritariamente, os documentos do Fundo Szachna Cynamon, custodiados pela Casa Oswaldo Cruz, documentos localizados no site do COEP e entrevista concedida por Paulo Buss. A metodologia histórica aponta para análise documental e bibliográfica na busca de respostas para as perguntas formuladas.

Palavras-chave: COOTRAM, Comunidades de Manguinhos, Universidade Aberta, cooperativa popular, Fiocruz.

Orientadora: Profa. Dra. Tania Maria Fernandes (PPGHCS/COC/FIOCRUZ) 

26 de junho de 2017, às 10:00hs.
Local: Prédio da Expansão, sala 401.


MESTRADO

Cátia Maria Mathias

Título: “O Pavilhão de Observação na Psiquiatria do Distrito Federal: A Gestão de Henrique Roxo (1921-1945)”

Resumo: 
A presente dissertação tem por objetivo analisar o papel do Pavilhão de Observação/Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil no ensino da psiquiatria brasileira no período em que Henrique Roxo foi o seu diretor (1921-1945). O Pavilhão foi um espaço destinado tanto a avaliação dos suspeitos de alienação mental como às aulas práticas da cadeira de Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Esta instituição, em 1938, foi incorporada à Universidade do Brasil e renomeada como Instituto de Psiquiatria (IPUB). Para alcançar o objetivo proposto, foi realizado um levantamento bibliográfico e documental visando: buscar evidenciar a estrutura do Pavilhão e suas relações com a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e com as demais instituições da Assistência aos Alienados além de identificar os indivíduos que ocuparam funções de docentes ou assistentes e também analisar suas redes científicas dentro desse sistema. Com o mesmo objetivo iremos discutir o ensino e as práticas vigentes no espaço. Os dados obtidos por meio das fontes levantadas foram problematizados a partir dos conceitos de itinerário, geração e redes de sociabilidade de Jean-François Sirinelli (2003) e de trajetória de vida de Pierre Bourdier (2006). Quanto a organização sistemática do corpo docente, nos inspiramos na metodologia proposta por Ângela Alonso (2002) para análise de grupos. Para a formação dos subgrupos, tendo como base o mesmo texto de Alonso (2002), serão empregados os conceitos de repertório de Swindler e geração de Mannheim, de acordo com os conhecimentos, práticas e interações que nortearam decisões e as ações dos professores do Pavilhão/Instituto de Psiquiatria no período. Conhecer o Pavilhão de Observação e o seu quadro de docentes nos permitiu, enfim, elucidar questões referentes a importância desse estabelecimento de ensino para a psiquiatria do Distrito Federal.

Palavras Chave
Pavilhão de Observação – história; Pavilhão de Observação - organização e administração; Roxo, Henrique de Brito Belford (1877-1969); Psiquiatria - educação; Psiquiatria - Distrito Federal (RJ).

Orientadora: Profa. Dra. Cristiana Facchinetti (PPGHCS/COC/FIOCRUZ) 

26 de junho de 2017, às 13:30hs.
Local: Prédio da Expansão, sala 402.


DOUTORADO

André Luiz da Silva Lima

Título"NÃO VOU BATER PALMAS PARA MALUCO DANÇAR”: PARTICIPAÇÃO SOCIAL NAS FAVELAS DE MANGUINHOS (RIO DE JANEIRO, 1993-2011)"

Resumo: O objetivo deste estudo é analisar as condições de possibilidade da participação social dos moradores das favelas de Manguinhos, em perspectiva histórica, com foco no tema saúde, entre os anos de 1993 e 2011. A revisão bibliográfica e a análise das fontes inicialmente indicaram que os termos ‘participação’, ‘participação social’ ou ‘participação comunitária’ se apresentavam, na maioria das vezes, como equivalentes, o que foi descontruído quando estes foram submetidos à crítica, identificando-se os diversos sentidos e entendimentos sobre este fenômeno. Adotou-se a compreensão sobre participação social enquanto um fenômeno social e histórico no qual indivíduos em suas coletividades buscam interferir na concepção, planejamento, implementação e avaliação de políticas públicas, tanto a partir de espaços institucionalizados pelo Poder Público, como por aqueles constituídos pela Sociedade Civil organizada. A população de Manguinhos, frente as instâncias institucionalizadas de participação, se constituíram no Conselho Distrital de Saúde e nas Conferências da Área Programática 3.1, realizadas periodicamente. As experiências participavas ocasionais identificadas em Manguinhos, marcadas pelo foco em temas correlatos ao ‘viver saudável’, foram agrupadas entre as que se referem a projetos implantados pela Fiocruz e aqueles constituídos pelos moradores de Manguinhos em suas experiências de ativismo social, observadas algumas dificuldades ao processo participativo. Ponderada a situação de extrema vulnerabilidade (ambiental, política, econômica e social) da população de Manguinhos, argumenta-se, a partir deste estudo, que os atores do território que preteriram o Conselho e a Conferência Distrital de Saúde, alinharam-se às oportunidades participativas ocasionais, diante do tempo e da eficácia de resolutividade dos diversos problemas que colocavam em risco, não apenas a saúde, mas o viver como um todo em Manguinhos. Neste caso, está implícita uma racionalidade na atuação dos ativistas sociais, avaliando e racionalizando os espaços e as estratégias de enfretamento a serem adotadas frente às dificuldades vivenciadas, justificando assim, a presença potencializada em certos espaços de participação, e o esvaziamento em outros, pois não queriam ‘bater palmas para maluco dançar!”. O arcabouço de fontes históricas foi formado com os diversos documentos como: periódicos difundidos por organizações populares; matérias publicadas em jornais de grande circulação; sítios de internet de diversos órgãos governamentais envolvidos na área de saúde; legislação e diplomas legais referentes à participação institucionalizada e à participação ocasional; manuais, relatórios e compêndios; depoimentos orais gravados pelo projeto ao qual esta pesquisa estava vinculada e outros arquivados na Casa de Oswaldo Cruz, referentes a outras investigações. 

Orientadora: Profa. Dra. Tania Maria Dias Fernandes (PPGHCS/COC/FIOCRUZ) 

07 de junho de 2017, às 09:30hs.
Local: Prédio da Expansão, sala 401.

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