Projetos de Pesquisa - História da Medicina e das Doenças

Identidade, educação e doença em intelectuais brasileiros (1914-1945)
Inicio
: 2012
Resumo:A investigação enfatiza o lugar ocupado pela educação e pela doença nas trajetórias e obras dos intelectuais brasileiros do entre guerras, como Mário de Andrade (1893-1945) e Anísio Teixeira (1900-1971), procurando articular como estes modelaram suas identidades e pensaram a identidade nacional. O objetivo da pesquisa consiste em analisar o modo pelo qual diagnósticos de doença fizeram parte da formação da identidade de intelectuais brasileiros, no caso em que estes foram diagnosticados como doentes. Em outros casos, a pesquisa visa investigar como estes intelectuais interpretaram autores estrangeiros diagnosticados como doentes. Ao mesmo tempo, pretende compreender como os intelectuais do período analisaram a identidade do brasileiro e o papel da educação na sua constituição.
Equipe:
Docente: Robert Wegner (coordenador).
Discentes: Ana Cristina Santos Matos Rocha; Filipe Pinto Monteiro.
Participante externo: Vanderlei Sebastião de Souza.
Financiamento: Fiocruz, CAPES – DS. 

Cidades e favelas como territórios em disputa: Manguinhos em estudo
Início: 2011
Resumo: O presente projeto insere-se nos estudos acerca das grandes cidades brasileiras e das questões específicas que envolvem moradias populares no século XX, referentes à ocupação e as conseqüências que decorreram de um processo em geral desordenado, que historicamente caracterizou-se por relações de marcada desigualdade econômica e social. Insere-se nas linhas de pesquisa de abordagem histórica da Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz, relativas a investigações acerca do processo de ocupação da área de Manguinhos, cujas reflexões suscitaram esta proposta de pesquisa. Buscaremos analisar o conteúdo imaginário e simbólico construído por moradores de Manguinhos acerca das moradias de favelas, percebendo a configuração da identidade com relação ao território, diante de propostas oficiais de mudança em dois contextos específicos, observando a segregação criada historicamente na dicotomia entre “cidade legal” e favela. No âmbito deste projeto, foi desenvolvido estágio como pós-doutoramento junto ao Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Equipe: 
Docente: Tânia Maria Dias Fernandes (coordenadora).
Discente: André Luiz da Silva Lima
Participantes externos: Fátima Piveta; Marcelo Firpo; Cristóvão Fernandes Duarte; Gleide Guimarães.  
Financiamento: CNPq (bolsa de produtividade em pesquisa) 

História da medicina tropical
Início: 2011
Resumo: O projeto tem por objetivo abordar os processos de produção de conhecimentos médico-científicos sobre as doenças tropicais no Brasil, bem como as práticas e ações de controle, prevenção e terapêutica a elas relacionadas, em distintos momentos históricos. Busca-se analisar a institucionalização da medicina tropical como campo específico do conhecimento médico no cenário brasileiro, em estreita associação tanto com a agenda internacional da ciência biomédica quanto com as questões e perspectivas próprias do campo da saúde pública brasileira. Acompanhando as tendências contemporâneas da historiografia dedicada ao tema, pretende-se compreender como a medicina tropical adquiriu feições peculiares no Brasil e ao mesmo tempo inseriu-se ativamente no movimento mais amplo de produção e intercâmbio de saberes e práticas neste campo médico-científico no âmbito internacional. Entre os tópicos específicos abordados no projeto, destacam-se as discussões sobre as ações de combate à malária e à febre amarela, considerados dois  dos principais flagelos sanitários do país desde o século XIX. Nesse sentido, particular atenção será concedida aos debates no campo da entomologia médica (ou seja, aos estudos sobre o papel dos insetos como vetores destas doenças), nos quais os cientistas brasileiros estabeleceram intensa interlocução – e controvérsias – com pesquisadores e instituições estrangeiras, como o Instituto de Medicina Tropical de Hamburgo. Cobrindo um período que se estende do final do século XIX ao Pós-Segunda Guerra Mundial, o projeto busca salientar que a produção de conhecimentos e ações sanitárias no campo da medicina tropical constituiu um processo complexo, marcado por tensões, disputas e negociações entre diversos atores e instituições. Um caso específico que evidencia tais controvérsias foram os intensos debates sobre a resistência dos mosquitos aos inseticidas utilizados no combate à malária (como o DDT) e a resistência do parasito causador da doença aos quimioterápicos desenvolvidos desde o início do século XX.  
Equipe: 
Docentes: Jaime Larry Benchimol (coordenador); Magali Romero Sá; Simone Kropf.
Discentes: Márcio Magalhães de Andrade; Carlos Leonardo Baiense Silva; Ivone Manzali de Sá; Marcele de Castro Nogueira; Thiago Dargains Rodrigues; João Pedro Dolinski; Frederico da Costa Gualandi; Carolina Maíra Gomes Morais. 
Financiamento: Fiocruz, CAPES – DS e FAPERJ 

Corpo, mente e alma: o discurso médico-antropológico sobre o comportamento criminoso no Brasil (1830-1889)
Início: 2010
Resumo: Este projeto pretende estudar o discurso antropológico articulado pela medicina brasileira imperial, entre 1830 e 1889, e o modo como ampliou sua esfera de intervenção profissional. Ao rejeitar o dualismo cartesiano e afirmar as interações entre os planos do físico e do mental, redefiniu seus problemas e seu escopo jurisdicional, alterando as fronteiras tradicionais que confinavam o discurso sobre a moralidade à esfera do Direito, da Filosofia e da Igreja. O comportamento pecaminoso, ou imoral, pode assim ser redefinido como doentio. A nova classificação trazia embutida uma nova forma de explicá-lo e agir sobre ele. Ou em termos mais formais, de diagnosticá-lo, delimitá-lo e tratá-lo. Nosso interesse está em compreender as nuances e transformações da estrutura cognitiva da Antropologia Médica, bem como verificar os modos como interpelou o direito criminal brasileiro, especificamente no que se refere à agência humana e ao livre-arbítrio.
Equipe: 
Docentes: Flávio Edler (coordendador); Cristiana Facchinetti; Ana TeresaVenâncio.
Discentes: Leandro  Felício; Daniele Corrêa Ribeiro; Ricardo Cabral de Freitas; Simone Santos de Almeida Silva; Allister Andrew T. Dias; Douglas de Araújo Ramos Braga; Rodrigo Sá de Moraes.
Participantes externos: Monique de Siqueira Gonçalves; Richard Negreiros de Paula;
Financiamento: Fiocruz  e Capes - DS 

História das doenças: sua representação, conhecimento científico e instituições
Início: 2008    
Resumo: Este projeto pretende analisar a doença do ponto de vista da conceituação científica, acompanhando em seguida sua repercussão e as soluções engendradas nos campos médico-científico, político e social. Está proposta uma reflexão sobre os tipos de resposta dados pela sociedade, quer em nível médico-científico, quer do poder público ou das organizações alternativas, bem como pelos indivíduos, a doenças percebidas como fenômenos sociais. Ou seja, pretende entender, discutir e comparar as formas como diferentes sociedades se defrontaram e se defrontam com as moléstias. A pesquisa adota, portanto, posicionamentos de uma história social da doença como pressupostos indispensáveis para a análise das relações da sociedade brasileira com as enfermidades. 
Objetivos:
1. Concebendo as doenças como fenômenos sociais, procurar-se-á analisar de que modo as visões coletivas determinaram e/ou determinam o debate e a formulação de políticas de combate a essas moléstias.
2. Analisar a relações entre o discurso médico-científico sobre as doenças e os valores sociais em xeque no contexto mais amplo da representação social delas. Isto é, detectar a produtividade de concepções morais, presentes no imaginário coletivo sobre as doenças na formulação do discurso médico-científico.
3. Examinar a possibilidade de contribuição de organizações filantrópicas e não-governamentais para transformações significativas tanto das abordagens médico-institucionais das doenças quanto de suas construções mentais, vale dizer, das representações decorrentes da experiência coletiva da doença como fenômenos sociais, e de que modo teriam afetado as próprias políticas públicas.
4. contribuir para o treinamento e formação de alunos de pós-graduação.
Além das referências teóricas do campo de estudo da história das doenças, diversas são as fontes que podem ser trabalhadas: artigos de publicações especializadas em medicina, como Brasil-Médico, Arquivos de Higiene e Revista Médico-Cirúrgica; decretos, relatórios oficiais, anais de congressos médicos, boletins, informes técnicos do Ministério da Saúde, decretos e reportagens da imprensa geral. 
No campo específico da história e das ciências sociais, a doença é objeto relativamente novo. Este trabalho pode trazer contribuições para o desenvolvimento de análises históricas nesse campo, a partir do conceito de representação social como marco analítico para pensar a doença como fenômeno social. Espera-se também contribuir para o entendimento da percepção das doenças pelos indivíduos e grupos na história brasileira, estimular a formulação de novas análises para o entendimento do conceito de doença na sua construção histórico-social e como contribuir para o fortalecimento da história das doenças como área de pesquisa no Brasil.    
Equipe:
Docente: Dilene Raimundo do Nascimento (coordenadora).
Discentes: Cláudio José Piotrovski Dias; Rodrigo Rocha da Cunha; Danielle Souza Fialho da Silva; Eliza da Silva Vianna; Elizabete Satie Henna; Tarcila Santos Garcia; Diádiney Helena de Almeida
Participantes externos: Matheus Alves Duarte da Silva (bolsista de iniciação científica); Diana Maul de Carvalho; Rita de Cássia Marques; Anny Jackeline Torres da Silveira; Zilda Menezes. 
Financiamento: CAPES – DS, Fiocruz 

História da vigilância sanitária no Brasil
Início: 2007
Concluído em 2012
Resumo: Pretende contribuir para o estudo da história da saúde pública no Brasil (séculos XIX e XX), analisando as formas como foram sendo organizados os serviços relacionados ao controle de produtos e de atividades que pudessem afetar a saúde da população. Para isso, devemos considerar aspectos econômicos e políticos estreitamente vinculados ao modo como as políticas de controle sanitário eram pensadas e implementadas. Pretende-se também identificar e analisar a forma como tais serviços eram postos em prática - como os seus funcionários e a sociedade (sobretudo, produtores e consumidores) percebiam a interferência do poder público nessa esfera de suas vidas.
Equipe: 
Docentes: Tânia Maria Dias Fernandes (coordenadora); Tânia Salgado Pimenta.
Participantes externos: Elizabete Delamarque; Ediná Alves Costa.     
Financiamento: Fiocruz

 

 

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